quarta-feira, 5 de julho de 2017

Excelência

Todo final de tarde o menino empunhava sua atiradeira, caprichava na pontaria, esticava as tiras de borracha e disparava uma pedra em direção à lua. As pedras caíam logo adiante, mas ele continuou fazendo isso todos os dias.
Vendo-o persistir em algo tão esquisito, um de seus amigos o chamou para conversar e perguntou:
– Por que você não para com isso? Não vê que nunca vai acertar a lua?
E o menino respondeu:
– Eu sei que não vou, mas cada dia minha pedra chega mais perto dela.
Existem dois principais motivos que afastam as pessoas de seus sonhos, metas e objetivos: o primeiro é o fato de que muitas pessoas simplesmente não têm metas ou objetivos definidos, e o segundo é que grande parte daqueles que têm sonhos, não se dedicam o suficiente para conquistá-los.
Qual é a sua lua? O que você está fazendo para se aproximar cada vez mais dela? Talvez a lua seja inatingível, mas sermos melhores hoje do que fomos ontem, é plenamente possível.
É o que leva um saltador em altura a colocar o sarrafo um pouco mais alto a cada dia, tentando elevar o nível de seu desempenho, tornando-o mais excelente a cada dia. Talvez ele não se torne um campeão mundial ou medalhista de ouro nas olimpíadas, mas está se tornando melhor a cada dia.
Independentemente do que o sucesso significa para você, excelência significa deixar de “fazer o possível” para “fazer o melhor”, portanto, se deseja ser excelente naquilo que faz ou pretende fazer: Tenha uma lua, e tente aproximar-se dela todos os dias!
A vontade de se preparar precisa ser maior que a vontade de vencer(Bob Knight)


Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

terça-feira, 4 de julho de 2017

Síndrome de Alice

alice Alice: Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?
Gato: Para onde você quer ir?
Alice: Eu não sei, tanto faz. Quero apenas sair daqui.
Gato: Bem, para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.
(Adaptado da obra “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, onde Alice cai em um mundo desconhecido. Ela cai dentro de si mesma)
Muitas pessoas sofrem da Síndrome de Alice: Não sabem onde estão e, muito menos onde querem estar. Em outras palavras, falta de autoconhecimento e ausência de objetivos, como um barco sem leme, à deriva, sem direção.
Pessoas que “sofrem” da Síndrome de Alice, tornam-se coadjuvantes de suas próprias vidas, preferem ficar olhando a vida passar, acomodadas confortavelmente no banco do passageiro ao invés de pagar o preço do planejamento, da dedicação e da disciplina para assumir a direção de suas vidas. A estas pessoas restam apenas duas opções: chegar a qualquer lugar ou a lugar nenhum.
Pessoas com Síndrome de Alice geralmente reclamam de seus empregos, do estilo de vida, das circunstâncias, da conjuntura econômica, enfim, reclamam da vida, e sem perceber, deixam passar as oportunidades que a vida lhes apresenta.
Estudos sobre pessoas de sucesso apontam as seguintes características em comum. Essas pessoas…
  • Têm noção de propósito de vida;
  • Estabelecem metas e planejam o futuro;
  • Gostam do que fazem;
  • Estão dispostas a investir tempo, energia e esforço na conquista de seus objetivos;
  • São persistentes em tornar seus sonhos realidade.
Então, qual é a sua visão de futuro? O que você quer conquistar em sua vida nos próximos anos? Quais são as suas metas para este ano? E para o próximo ano? O que você está fazendo para realizá-las? Não deixe que a Síndrome de Alice pegue você!
“Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta.” (Henry Ford).

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A Experiência do Aprendizado

superando  Jonas Salk, que juntamente com Albert Sabin, descobriu a vacina contra a poliomielite, certa vez foi perguntado:
– Depois de ter conseguido esta façanha extraordinária, que pôs fim à palavra poliomielite em nosso vocabulário, como o senhor encara seus duzentos fracassos anteriores?
E esta foi a sua resposta:
– Eu não tive duzentos fracassos. Minha família nunca considerou meus insucessos como fracassos, porque eles serviram de experiência para que eu pudesse aprender cada vez mais. Acabo de realizar minha 201ª descoberta, e ela não teria sido possível se eu não tivesse aprendido com as duzentas experiências anteriores.
Não podemos pautar nossa vida em experiências do passado, sejam elas positivas ou negativas, porque seria como dizer que “temos um enorme passado pela frente”. O que aconteceu já passou, e o que realmente fará diferença em seu presente e futuro é o quanto você tem aprendido com suas experiências, para que suas atitudes tornem melhor a sua própria vida e a vida daqueles que estão ao seu redor.
Os acertos, as alegrias e as realizações fazem parte do desenvolvimento do ser humano, assim como os erros, as tristezas e as decepções, porque quando as coisas não saem do jeito que esperamos, se decidirmos culpar o “mundo” e ficarmos reclamando da vida, perderemos a grande oportunidade de aprender maneiras diferentes e melhores de realizar aquilo que ainda não conseguimos.
A vida é uma jornada onde apenas os coadjuvantes não correm riscos, porque os protagonistas, aqueles que buscam realizar algo importante, certamente, em algum momento irão tropeçar e cair, contudo, ficar no chão é uma decisão apenas para aqueles que encaram insucessos como fracasso, e não como aprendizado.
Conheço pessoas que decidiram abrir mão de novos relacionamentos porque se decepcionaram com experiências do passado. Outras que deixaram de conversar com pessoas queridas por algo que já passou, e algumas que desistiram de seus sonhos porque tiveram insucessos durante a jornada.
Lembre-se, tropeçar e cair talvez seja compulsório, mas ficar no chão é opcional. Aos que decidirem continuar no chão, o futuro lhes reserva um enorme passado, mas aos que decidirem levantar-se e olhar para frente, um futuro melhor está esperando por vocês!

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

domingo, 2 de julho de 2017

Transforme Sonhos em Visão

Businessman Looking Through Binoculars  Mestre e Discípulo se refrescavam nas águas do rio que cortava a cidade e, entre uma conversa e outra, o Discípulo pergunta ao Mestre:
– Mestre, o que as pessoas precisam fazer para realizar seus sonhos?
O Mestre então, subitamente empurra a cabeça do discípulo para dentro da água, e com as duas mãos o segura para continuar lá. Quando o Mestre percebia que o Discípulo estava quase “sem ar”, soltava sua cabeça, deixava-o emergir, e depois que puxava o ar e retomava o fôlego, repetia a operação.
O Mestre fez isso por várias vezes, até que o Discípulo estivesse completamente exausto, e quando isso aconteceu, foi se arrastando até a margem do rio, deitou-se no chão, e depois de retomar o fôlego perguntou ao Mestre:
– Mestre, o senhor quase me mata! Só porque fiz uma pergunta?
E o mestre respondeu:
– Você, eu ou qualquer outra pessoa conquistarão seus sonhos quando os desejarem tanto quanto desejam respirar, assim como aconteceu com você agora. Quando estava debaixo da água, a única coisa que desejava era respirar. Nisso estava seu foco e toda sua energia. É assim que os sonhos se realizam, com muito esforço, dedicação e perseverança.
O ser humano não morre quando pára de respirar, mas quando deixa de sonhar. Algumas pessoas têm muitos desejos, mas poucos sonhos. Desejos não resistem às dificuldades da vida, enquanto sonhos se tornam projetos de vida, e por isso sobrevivem às tempestades ou afogamentos da vida. Os sonhos nos fazem protagonistas de nossas histórias, portanto, precisamos sonhar muito, sonhar alto, sonhar sempre, sonhar dormindo, sonhar acordado, enfim, sonhar.
 Uma visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo. Mas uma visão com ação pode mudar o mundo” (Joel Baker)

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

sábado, 1 de julho de 2017

O Desconforto da Zona de Conforto

conforto  O fazendeiro entrou na loja de produtos agrícolas e percebeu um cachorro uivando e latindo na parte de trás. Ao notar que ninguém esboçava qualquer ação para ajudar o cachorro, perguntou:
– O que está acontecendo com aquele cachorro? Por que ninguém o ajuda?
– Ah, já tentamos ajudar retirando-o de lá, mas ele sempre volta para aquele cantinho, e acaba deitando sobre uma planta que o incomoda – respondeu o dono da loja.
– Bem, e porque ele não sai de cima da planta, ao invés de ficar uivando e latindo? – perguntou o fazendeiro.
E o dono da loja respondeu:
– Porque ele gasta menos energia uivando e latindo do que para sair do lugar onde está.
Resultados diferentes só acontecem com ações diferentes, contudo ações diferentes, principalmente as que trazem transformação e evolução, exigem esforço, dedicação e disciplina e, por isso, muitos preferem viver o desconforto da zona de conforto.
Existe uma sutil, porém grande diferença entre “desejar” e “querer”. Os que apenas desejam, em geral, permanecem na Zona de Conforto observando, desconfortáveis, aqueles que realmente querem e agem para conquistar seus sonhos.
Alguns, por exemplo, desejam falar outro idioma fluentemente, mas não querem pagar o preço para realizar seu sonho, porque isso requer esforço, dedicação e disciplina. Preferem assistir novela ou navegar na internet sem qualquer objetivo, porque isso requer muito menos energia, e assim levam a vida observando as oportunidades passarem bem à sua frente, restando-lhes apenas lamentações e queixas por não haver saído do lugar.
Isso acontece com muitas pessoas, e em muitas áreas da vida. Pessoas que desejam ampliar seu conhecimento, mas não querem ler um livro sequer por ano. Desejam mais intimidade com Deus, mas não querem dedicar parte do seu tempo para relacionar-se com Ele, e O buscam apenas quando têm problemas. Desejam melhorar seu casamento, mas não querem abrir mão de suas posições. Desejam que seus liderados se desenvolvam, mas não querem dar feedbacks assertivos, nem dedicar tempo para treiná-los, desafiá-los e delegar atividades. Desejam melhorar o relacionamento com a equipe, mas não querem estar próximos das pessoas. Desejam que seus filhos sejam homens e mulheres se sucesso, mas não querem dedicar tempo para conversar com eles, ouvi-los e educá-los, deixando essa responsabilidade para as escolas e para a TV. Desejam mais saúde, mas não querem comer alimentos saudáveis nem fazer exercícios físicos. Desejam, mas não querem.
Se você pudesse projetar sua vida em uma tela de cinema, ao assistir o filme, conseguiria perceber que suas ações estão alinhadas com aquilo que deseja conquistar? Lembre-se, são as nossas ações e atitudes que dirão, mais do que qualquer palavra, o que realmente queremos, porque um desejo sem ação não passa de uma miragem, enquanto um desejo com ação pode mudar a sua vida, a dos que estão ao seu redor, e também o mundo.

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Viver ou existir?

botoes  Uma tempestade de neve estava se formando, e os moradores da vila procuravam recolher-se ao abrigo de seus lares aquecidos por lareiras, quando pela janela, um homem avista do lado de fora uma linda roseira carregada de botões.
Intrigado, decide conversar com ela:
– Dona roseira, como é possível? Estamos em pleno inverno, e você assim, carregada de belos botões?
E a roseira, humildemente responde:
– Senhor, o que posso eu fazer, se dentro de mim é sempre primavera?
Assim como tudo na vida, viver ou existir são escolhas; Alguns escolhem viver, tornam-se protagonistas de suas histórias, e deixam sua marca no mundo; já outros preferem apenas existir, agindo como coadjuvantes de suas próprias vidas, e em vez de marcas, deixam apenas rastros pelo caminho.
Viver é escolher o bom humor, que ativa o sistema imunológico, em vez do mau humor, que atrai doenças e afasta as pessoas. É escolher a gratidão ao invés da lamentação, porque ninguém suporta ficar muito tempo perto de uma pessoa que vive se lamentando da vida. É escolher viver o hoje, o presente, em vez de prender-se ao passado, ou apenas preocupado com o amanhã.
Viver é escolher a calma e a tranquilidade, em vez de estresse e nervosismo. É escolher estar na correria do mundo, mas não trazer essa agitação para seu mundo e para a sua vida. É escolher a compreensão em vez do julgamento, o perdão em vez da mágoa, a doçura em vez da amargura e rispidez.
Viver é escolher ser feliz, sem temer de vez em quando passar por momentos tristes, em vez de ser triste e de vez quando passar por momentos felizes. É escolher olhar a situação de vários ângulos, e preferir um ângulo positivo. É escolher influenciar positivamente os ambientes que frequenta, transmitindo amor e alegria, em vez de permitir que o ambiente modifique sua essência.
Tudo o que precisamos para gozarmos de uma vida plena, Deus já colocou dentro de nós, portanto, escolha viver, em vez de simplesmente existir. Como disse Disraeli, “A vida é muito curta para ser pequena”.


Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Valorize a jornada

jornada  Um antigo povoado decidiu construir uma linda escultura de ouro para representar a alegria, a pureza, a riqueza interior de cada morador, e o espírito de amor, amizade e companheirismo que imperava naquele lugar.
Em determinado momento, aquela região passou a ser alvo de saqueadores e, para impedir que a escultura fosse roubada, decidiram pintá-la com tinta preta, escondendo o ouro.
A história foi passando de geração em geração e, uma após outra continuava renovando a pintura com uma nova demão de tinta preta com o objetivo de esconder aquele valioso tesouro. As pessoas já não se importavam tanto com a amizade e a alegria; importante mesmo era proteger aquele tesouro.
Com o passar do tempo, o povoado empobreceu, a história se perdeu, e as pessoas viviam muito ocupadas para perceber que existia uma estátua naquele lugar, até que um morador foi despertado por sua beleza e decidiu cuidar dela. Começou raspando a última camada de tinta, e percebeu que havia outra camada por baixo, e outra, e mais outra… E quando conseguiu retirar todas as camadas de tinta, percebeu que era feita de ouro maciço. Naquele dia houve grande festa, e a maior riqueza interior de cada morador: amor, amizade e companheirismo, voltou a imperar naquele lugar.
(Colaboração de Paulo Alvarenga – PA)
Eu costumo dizer que “A vida nos distrai”. De fato, acredito mesmo é que nós é que nos deixamos distrair pela vida e, sem perceber, nos tornamos seres humanos que não valorizam e tampouco vivem sua própria essência.
Muitos entendem que para conquistar o destino que desejam, precisam proteger-se, esconder suas deficiências, fingir ser quem de fato não são, praticar coisas que não acreditam e, gradativamente vão cobrindo-se com novas “camadas de tinta”, deixando de lado sua essência e tudo aquilo que é mais importante para eles.
A jornada é mais importante que o destino. De nada vale conquistar algo se, ao olharmos para trás, tivermos negligenciado as coisas mais importantes da nossa vida. Sempre encontraremos boas desculpas como: “Preciso melhorar o padrão de vida da família”, “Dar uma educação melhor para os meus filhos”, “Dar a minha família o que eu não tive” ou “O trabalho enobrece o homem”. Essas desculpas podem chegar a convencer os outros, mas nunca chegarão a nos convencer, porque a nossa essência, o nosso “ouro”, continuará clamando para voltar a brilhar.
Faça um pequeno teste: converse com as pessoas amadas, e pergunte a elas quais são as situações das quais eles mais se recordam na vida, quais foram os momentos mais marcantes de suas vidas em que você esteve presente.
Posso estar enganado, mas não creio que eles dirão algo sobre os presentes que você lhes deu: uma joia, uma bicicleta, uma boneca ou mesmo um carro. Tampouco creio que citarão picanha ou cerveja. Creio que lembrarão de momentos em que vocês estiveram juntos dando risadas, chorando talvez; falarão das brincadeiras em casa, e até das broncas que levaram, mas certamente contarão sobre momentos nos quais seres humanos, sentimentos, emoções e sensações foram os protagonistas; elas certamente não falarão de coisas, mas sobre pessoas, amor, amizade e companheirismo.
Portanto, não deixe que o destino lhe roube a beleza da jornada. Se a vida se encarregou de colocar algumas “camadas de tinta” que acabaram por esconder a sua essência, trate de parar, refletir, e deixar que o seu “ouro”, sua essência, volte a brilhar.


Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br