sexta-feira, 7 de julho de 2017

Equilíbrio

Uma pessoa normal desce na estação do metrô de NY, vestindo jeans, camiseta e boné, coloca-se próximo à entrada, tira um violino da caixa e começa a tocar para a multidão que passa por ali, bem no horário do rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou com entusiasmo, foi praticamente ignorado por todos aqueles que passavam ali.

Ninguém sabia, mas aquele era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares, e que alguns dias antes ele havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custavam 1.000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo (que pode ser visto abaixo), mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, e completamente indiferentes ao espetáculo que a vida lhes proporcionava bem na frente de seus olhos. Pessoas distraídas com a vida.

Equilíbrio é uma das palavras mais cobiçadas em nossos dias, contudo, o que poucos percebem é que viver com equilíbrio é uma escolha; é escolher o bom humor, que ativa o sistema imunológico, em vez do mau humor, que atrai doenças e afasta as pessoas. É escolher a gratidão ao invés da lamentação, porque ninguém suporta ficar muito tempo perto de uma pessoa que vive se lamentando da vida. É escolher viver o hoje ao invés de se prender ao passado ou viver preocupado com o amanhã. Viver com equilíbrio é escolher a calma e a tranquilidade ao invés de estresse e nervosismo. É escolher estar na correria do mundo, mas não trazer essa agitação para seu mundo e para a sua vida. É escolher a compreensão em vez do julgamento, o perdão em vez da mágoa, a doçura em vez da amargura e rispidez. É escolher ser feliz, sem temer de vez em quando passar por momentos tristes, em vez de ser triste e de vez quando passar por momentos felizes. É escolher olhar a situação de vários ângulos, e encontrar e preferir um ângulo positivo. É escolher transmitir amor e alegria.
Viver com equilíbrio é escolher viver ao invés de simplesmente existir. Somos constantemente enredados e levados pela correria do dia a dia, deixando que o trabalho e os problemas nos envolvam a tal ponto que acabamos nos sentindo em meio a uma batalha, na qual o maior objetivo é sobreviver e não mais desfrutar das belezas que a vida nos proporciona. Experimente parar um pouquinho o que está fazendo, e olhe ao seu redor.
Deus nos criou para uma vida abundante, mas para isso precisamos alinhar valores, prioridades e atitudes, percebendo a importância da família, das pessoas e dos relacionamentos, porque no futuro, pouco vamos nos lembrar das coisas que fizemos, mas certamente nos lembraremos daqueles com quem convivemos e ajudamos a ter uma vida melhor por causa de nosso interesse e dedicação. E seguramente, também nos lembraremos daqueles que fizeram o mesmo por nós.



Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Padrão de vida

Um pequeno barco de peixes aporta numa vilazinha da costa mexicana. Um turista cumprimenta o pescador mexicano pela qualidade do pescado e pergunta:
– Quanto tempo você levou para pescar esta quantidade de peixes?
– Aproximadamente uma hora – respondeu o pescador.
– Bem, então por que você não ficou mais tempo no mar? Teria pescado muito mais peixes! – indagou o turista.
– Esta quantidade é suficiente para atender às minhas necessidades e de minha família.
– Mas o que você faz com o resto do seu tempo? – volta a perguntar o turista.
– Eu durmo um pouco mais, brinco com meus filhos e depois levo-os para a escola, converso com minha esposa, busco meus filhos na escola, me junto com os amigos, tocamos violão, cantamos umas músicas, depois volto para …
O turista interrompe o pescador, e diz:
– Eu tenho um MBA em Negócios e Inovação, e posso te ajudar. Passe mais tempo pescando todos os dias. Aí você pode vender todo o peixe extra que conseguir pescar. Com o dinheiro extra, você compra um barco maior. Com a receita extra que o barco maior vai lhe trazer, você pode comprar um segundo e um terceiro barco, e assim por diante até possuir uma frota de pesqueiros. Ao invés de vender seu peixe para um atravessador, negocie diretamente com as fábricas de beneficiamento ou quem sabe pode até abrir sua própria indústria de beneficiamento. Aí você pode deixar esta vila e ir morar na Cidade do México, Los Angeles ou até mesmo em Nova Iorque! De lá você toca seu imenso empreendimento!
– Quanto tempo isso iria levar? – perguntou o pescador.
– Uns vinte, quem sabe vinte e cinco anos – responde o turista.
– E depois?
– Depois? Aí é que começa a ficar bom – comenta o turista – quando seu negócio começar a crescer de verdade, você abre o capital na bolsa de valores e fica milionário!!!
– Milionário? Sério? E depois?
– Depois, você se aposenta e vai morar numa vilazinha da costa mexicana, dorme até tarde, pega uns peixinhos, curti a vida ao lado de sua esposa, brinca com seus filhos e passa as noites se divertindo com os amigos…
Vivemos tempos em que, para algumas pessoas – e pela minha experiência no convívio diário com profissionais das mais diversas áreas de atuação, eu diria que a maioria das pessoas – “ter” é mais importante do que “ser”. Eu já disse isso há algumas semanas atrás, mas quero repetir: Muitos dedicam grande parte de sua vida para melhorar o padrão de vida, e passam a viver uma vida sem padrão.
O mais interessante é que a principal justificativa para o ritmo louco de vida é o cuidado com a família, já que é preciso dar a melhor educação aos filhos, uma boa moradia, bons carros, bons restaurantes, casa na praia, casa de campo, viagens, etc. Não há dúvida que conquistar todas essas coisas é gratificante, contudo, ao torná-las nossa principal prioridade, trocamos o “ser” pelo “ter”, e mesmo que consigamos conquistá-las, perceberemos que valorizamos mais o destino do que a jornada, e que deixamos as coisas mais importantes pelo caminho: as pessoas.
Ontem finalizamos mais uma edição do Treinamento Líder do Futuro, e durante os depoimentos finais, um participante comentou:
– Eu nunca tive problemas para conquistar coisas. Eu pensava em fazer algo, comprar algo, viajar, ou qualquer outra coisa, e sempre dava um jeito de conseguir, mas só agora me dei conta de que eu nunca perguntei às pessoas que amo se isso era realmente importante pra elas. Na verdade, nunca parei para perguntar a elas sobre o que acham importante e o que gostariam de fazer. Perdi muito tempo, e também fiz com elas perdessem porque valorizei mais o destino do que a jornada. Agora é hora de recuperar o tempo perdido”.
E você? O que é mais importante pra você? O “ser” ou o “ter”? O que você tem realmente valorizado em sua vida? Lembre-se: A felicidade não está no destino, mas na jornada.


Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Excelência

Todo final de tarde o menino empunhava sua atiradeira, caprichava na pontaria, esticava as tiras de borracha e disparava uma pedra em direção à lua. As pedras caíam logo adiante, mas ele continuou fazendo isso todos os dias.
Vendo-o persistir em algo tão esquisito, um de seus amigos o chamou para conversar e perguntou:
– Por que você não para com isso? Não vê que nunca vai acertar a lua?
E o menino respondeu:
– Eu sei que não vou, mas cada dia minha pedra chega mais perto dela.
Existem dois principais motivos que afastam as pessoas de seus sonhos, metas e objetivos: o primeiro é o fato de que muitas pessoas simplesmente não têm metas ou objetivos definidos, e o segundo é que grande parte daqueles que têm sonhos, não se dedicam o suficiente para conquistá-los.
Qual é a sua lua? O que você está fazendo para se aproximar cada vez mais dela? Talvez a lua seja inatingível, mas sermos melhores hoje do que fomos ontem, é plenamente possível.
É o que leva um saltador em altura a colocar o sarrafo um pouco mais alto a cada dia, tentando elevar o nível de seu desempenho, tornando-o mais excelente a cada dia. Talvez ele não se torne um campeão mundial ou medalhista de ouro nas olimpíadas, mas está se tornando melhor a cada dia.
Independentemente do que o sucesso significa para você, excelência significa deixar de “fazer o possível” para “fazer o melhor”, portanto, se deseja ser excelente naquilo que faz ou pretende fazer: Tenha uma lua, e tente aproximar-se dela todos os dias!
A vontade de se preparar precisa ser maior que a vontade de vencer(Bob Knight)


Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

terça-feira, 4 de julho de 2017

Síndrome de Alice

alice Alice: Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?
Gato: Para onde você quer ir?
Alice: Eu não sei, tanto faz. Quero apenas sair daqui.
Gato: Bem, para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.
(Adaptado da obra “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, onde Alice cai em um mundo desconhecido. Ela cai dentro de si mesma)
Muitas pessoas sofrem da Síndrome de Alice: Não sabem onde estão e, muito menos onde querem estar. Em outras palavras, falta de autoconhecimento e ausência de objetivos, como um barco sem leme, à deriva, sem direção.
Pessoas que “sofrem” da Síndrome de Alice, tornam-se coadjuvantes de suas próprias vidas, preferem ficar olhando a vida passar, acomodadas confortavelmente no banco do passageiro ao invés de pagar o preço do planejamento, da dedicação e da disciplina para assumir a direção de suas vidas. A estas pessoas restam apenas duas opções: chegar a qualquer lugar ou a lugar nenhum.
Pessoas com Síndrome de Alice geralmente reclamam de seus empregos, do estilo de vida, das circunstâncias, da conjuntura econômica, enfim, reclamam da vida, e sem perceber, deixam passar as oportunidades que a vida lhes apresenta.
Estudos sobre pessoas de sucesso apontam as seguintes características em comum. Essas pessoas…
  • Têm noção de propósito de vida;
  • Estabelecem metas e planejam o futuro;
  • Gostam do que fazem;
  • Estão dispostas a investir tempo, energia e esforço na conquista de seus objetivos;
  • São persistentes em tornar seus sonhos realidade.
Então, qual é a sua visão de futuro? O que você quer conquistar em sua vida nos próximos anos? Quais são as suas metas para este ano? E para o próximo ano? O que você está fazendo para realizá-las? Não deixe que a Síndrome de Alice pegue você!
“Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta.” (Henry Ford).

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A Experiência do Aprendizado

superando  Jonas Salk, que juntamente com Albert Sabin, descobriu a vacina contra a poliomielite, certa vez foi perguntado:
– Depois de ter conseguido esta façanha extraordinária, que pôs fim à palavra poliomielite em nosso vocabulário, como o senhor encara seus duzentos fracassos anteriores?
E esta foi a sua resposta:
– Eu não tive duzentos fracassos. Minha família nunca considerou meus insucessos como fracassos, porque eles serviram de experiência para que eu pudesse aprender cada vez mais. Acabo de realizar minha 201ª descoberta, e ela não teria sido possível se eu não tivesse aprendido com as duzentas experiências anteriores.
Não podemos pautar nossa vida em experiências do passado, sejam elas positivas ou negativas, porque seria como dizer que “temos um enorme passado pela frente”. O que aconteceu já passou, e o que realmente fará diferença em seu presente e futuro é o quanto você tem aprendido com suas experiências, para que suas atitudes tornem melhor a sua própria vida e a vida daqueles que estão ao seu redor.
Os acertos, as alegrias e as realizações fazem parte do desenvolvimento do ser humano, assim como os erros, as tristezas e as decepções, porque quando as coisas não saem do jeito que esperamos, se decidirmos culpar o “mundo” e ficarmos reclamando da vida, perderemos a grande oportunidade de aprender maneiras diferentes e melhores de realizar aquilo que ainda não conseguimos.
A vida é uma jornada onde apenas os coadjuvantes não correm riscos, porque os protagonistas, aqueles que buscam realizar algo importante, certamente, em algum momento irão tropeçar e cair, contudo, ficar no chão é uma decisão apenas para aqueles que encaram insucessos como fracasso, e não como aprendizado.
Conheço pessoas que decidiram abrir mão de novos relacionamentos porque se decepcionaram com experiências do passado. Outras que deixaram de conversar com pessoas queridas por algo que já passou, e algumas que desistiram de seus sonhos porque tiveram insucessos durante a jornada.
Lembre-se, tropeçar e cair talvez seja compulsório, mas ficar no chão é opcional. Aos que decidirem continuar no chão, o futuro lhes reserva um enorme passado, mas aos que decidirem levantar-se e olhar para frente, um futuro melhor está esperando por vocês!

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

domingo, 2 de julho de 2017

Transforme Sonhos em Visão

Businessman Looking Through Binoculars  Mestre e Discípulo se refrescavam nas águas do rio que cortava a cidade e, entre uma conversa e outra, o Discípulo pergunta ao Mestre:
– Mestre, o que as pessoas precisam fazer para realizar seus sonhos?
O Mestre então, subitamente empurra a cabeça do discípulo para dentro da água, e com as duas mãos o segura para continuar lá. Quando o Mestre percebia que o Discípulo estava quase “sem ar”, soltava sua cabeça, deixava-o emergir, e depois que puxava o ar e retomava o fôlego, repetia a operação.
O Mestre fez isso por várias vezes, até que o Discípulo estivesse completamente exausto, e quando isso aconteceu, foi se arrastando até a margem do rio, deitou-se no chão, e depois de retomar o fôlego perguntou ao Mestre:
– Mestre, o senhor quase me mata! Só porque fiz uma pergunta?
E o mestre respondeu:
– Você, eu ou qualquer outra pessoa conquistarão seus sonhos quando os desejarem tanto quanto desejam respirar, assim como aconteceu com você agora. Quando estava debaixo da água, a única coisa que desejava era respirar. Nisso estava seu foco e toda sua energia. É assim que os sonhos se realizam, com muito esforço, dedicação e perseverança.
O ser humano não morre quando pára de respirar, mas quando deixa de sonhar. Algumas pessoas têm muitos desejos, mas poucos sonhos. Desejos não resistem às dificuldades da vida, enquanto sonhos se tornam projetos de vida, e por isso sobrevivem às tempestades ou afogamentos da vida. Os sonhos nos fazem protagonistas de nossas histórias, portanto, precisamos sonhar muito, sonhar alto, sonhar sempre, sonhar dormindo, sonhar acordado, enfim, sonhar.
 Uma visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo. Mas uma visão com ação pode mudar o mundo” (Joel Baker)

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br

sábado, 1 de julho de 2017

O Desconforto da Zona de Conforto

conforto  O fazendeiro entrou na loja de produtos agrícolas e percebeu um cachorro uivando e latindo na parte de trás. Ao notar que ninguém esboçava qualquer ação para ajudar o cachorro, perguntou:
– O que está acontecendo com aquele cachorro? Por que ninguém o ajuda?
– Ah, já tentamos ajudar retirando-o de lá, mas ele sempre volta para aquele cantinho, e acaba deitando sobre uma planta que o incomoda – respondeu o dono da loja.
– Bem, e porque ele não sai de cima da planta, ao invés de ficar uivando e latindo? – perguntou o fazendeiro.
E o dono da loja respondeu:
– Porque ele gasta menos energia uivando e latindo do que para sair do lugar onde está.
Resultados diferentes só acontecem com ações diferentes, contudo ações diferentes, principalmente as que trazem transformação e evolução, exigem esforço, dedicação e disciplina e, por isso, muitos preferem viver o desconforto da zona de conforto.
Existe uma sutil, porém grande diferença entre “desejar” e “querer”. Os que apenas desejam, em geral, permanecem na Zona de Conforto observando, desconfortáveis, aqueles que realmente querem e agem para conquistar seus sonhos.
Alguns, por exemplo, desejam falar outro idioma fluentemente, mas não querem pagar o preço para realizar seu sonho, porque isso requer esforço, dedicação e disciplina. Preferem assistir novela ou navegar na internet sem qualquer objetivo, porque isso requer muito menos energia, e assim levam a vida observando as oportunidades passarem bem à sua frente, restando-lhes apenas lamentações e queixas por não haver saído do lugar.
Isso acontece com muitas pessoas, e em muitas áreas da vida. Pessoas que desejam ampliar seu conhecimento, mas não querem ler um livro sequer por ano. Desejam mais intimidade com Deus, mas não querem dedicar parte do seu tempo para relacionar-se com Ele, e O buscam apenas quando têm problemas. Desejam melhorar seu casamento, mas não querem abrir mão de suas posições. Desejam que seus liderados se desenvolvam, mas não querem dar feedbacks assertivos, nem dedicar tempo para treiná-los, desafiá-los e delegar atividades. Desejam melhorar o relacionamento com a equipe, mas não querem estar próximos das pessoas. Desejam que seus filhos sejam homens e mulheres se sucesso, mas não querem dedicar tempo para conversar com eles, ouvi-los e educá-los, deixando essa responsabilidade para as escolas e para a TV. Desejam mais saúde, mas não querem comer alimentos saudáveis nem fazer exercícios físicos. Desejam, mas não querem.
Se você pudesse projetar sua vida em uma tela de cinema, ao assistir o filme, conseguiria perceber que suas ações estão alinhadas com aquilo que deseja conquistar? Lembre-se, são as nossas ações e atitudes que dirão, mais do que qualquer palavra, o que realmente queremos, porque um desejo sem ação não passa de uma miragem, enquanto um desejo com ação pode mudar a sua vida, a dos que estão ao seu redor, e também o mundo.

Um grande abraço,
Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br