sábado, 17 de dezembro de 2016

A história de Jerry

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Jerry era um tipo de pessoa que você iria adorar. Ele sempre estava de alto astral e sempre tinha algo positivo para dizer.
Quando alguém perguntava a ele "Como vai você?", ele respondia "Melhor que isso, só dois disso!".
Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes, onde todos os garçons seguiam seu exemplo. Os garçons seguiam Jerry por causa de suas atitudes. Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Jerry prontamente estava lá, contando ao empregado como olhar pelo lado positivo da situação. Seu estilo realmente me deixava curioso.
Então, um dia, eu perguntei a Jerry "Eu não acredito! Você não pode ser uma pessoa positiva o tempo todo... Como Você consegue?". E ele respondeu: "Toda manha eu acordo e digo a mim mesmo: Jerry você tem duas alternativas hoje, pode escolher ficar de alto astral ou escolher estar de baixo astral... Então eu escolho estar de alto astral. A cada momento em que acontece alguma coisa desagradável, eu posso escolher ser vítima da situação ou aprender algo com ela. Eu escolho aprender algo com a situação! Sempre que alguém vem reclamar da vida comigo, eu posso escolher aceitar a reclamação, ou apontar o lado positivo da vida para a pessoa. Eu escolho apontar o lado positivo da vida.”.
Então eu argumentei: "Está certo! Mas não é tão fácil assim!” . "É fácil sim", disse Jerry. "A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir nestas situações. Você escolhe como as pessoas irão afetar o seu astral. Você escolhe estar feliz ou triste, calmo ou nervoso... Em suma, é escolha sua como você vive sua vida!"
Eu refleti no que Jerry disse. Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negócio. Nós perdemos contato, mas frequentemente eu pensava nele quando eu tomava a decisão de viver ao invés de ficar reagindo às coisas.
Alguns anos mais tarde, eu ouvi dizer que Jerry havia feito algo que nunca se deve fazer quando se trata de restaurantes: ele deixou a porta dos fundos aberta e, consequentemente, foi rendido por três assaltantes armados. Enquanto ele tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervoso, errou a combinação do cofre acionando o alarme. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram. Por sorte, Jerry foi socorrido relativamente rápido e foi levado às pressas ao Pronto Socorro local. Depois de 18 horas de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Jerry foi liberado do Hospital com alguns fragmentos de balas ainda em seu corpo.
Encontrei com Jerry seis meses depois do acidente. Quando eu perguntei: "Como vai você?" Ele respondeu: "Melhor que isso, só dois disso! Quer ver minhas cicatrizes?". Enquanto eu olhava as cicatrizes, eu perguntei o que passou pela sua mente quando os ladrões invadiram o restaurante. "A primeira coisa que veio a minha cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos.", ele respondeu. "Então, depois, quando eu estava baleado no chão, eu lembrei que eu tinha duas alternativas: eu podia escolher viver ou podia escolher morrer. Eu escolhi viver".
Eu perguntei: "Você não ficou com medo? Você não perdeu os sentidos?". Jerry continuou: "Os para-médicos eram ótimos. Eles ficaram o tempo todo me dizendo que tudo ia dar certo, que tudo ia ficar bem. Mas, quando eles me levaram de maca para a sala de emergência, eu vi as expressões dos rostos dos médicos e enfermeiros e fiquei com medo. Nos seus olhos, eu lia: 'Ele é um homem morto'. Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa."
"O que você fez?", eu perguntei. “Bem, havia uma enfermeira grande e forte me fazendo perguntas... Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa... 'Sim', eu respondi. E ela perguntou: ‘A quê?’ Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente, esperando por minha resposta... Eu respirei fundo e respondi: ‘A balas de revólver!' Enquanto eles riam, eu disse: 'Eu estou escolhendo viver. Operem-me como se estivesse vivo, não morto.’”
Jerry sobreviveu graças a experiência e habilidade dos médicos, mas também por causa de sua atitude espetacular. Eu aprendi com ele que, a cada momento, podemos escolher viver a vida em sua plenitude, viver por completo. Atitude, portanto, é tudo. 

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A folha amassada

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Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva à menor provocação. Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou-me uma folha de papel lisa e me disse:
- Amasse-a!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
- Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me.
Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas. O professor me disse, então:
- O coração das pessoas é como esse papel.
Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro daquele papel amassado. A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais...
Alguém já disse, certa vez:
- Fale somente quando suas palavras possam ser tão suaves como o silêncio. Mas não deixe de falar, por medo da reação do outro.
Acredite, principalmente em seus sentimentos!
“Seremos sempre responsáveis pelos nossos atos – nunca se esqueça”. 

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Sapo

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Se você puser um sapo numa panela, enchê-la com água e a colocar no fogo, vai perceber uma coisa interessante: o sapo se ajusta à temperatura da água, e permanece lá dentro. E continuaria se ajustando, quanto mais subisse a temperatura. Quando a água estivesse perto do ponto de fervura, e o sapo tentasse saltar para fora, não conseguiria, porque estaria muito cansado devido aos ajustes que teve que fazer. Alguns diriam que o que matou o sapo foi a água fervendo... o que o matou, na verdade, foi a sua incapacidade de decidir quando pular fora. Pare de se ajustar à pessoas erradas, relacionamentos abusivos, amizades parasíticas, trabalhos fim-de-carreira e tantas situações que vivem te "esquentando". Quando você já fez tudo o que pôde, e ainda tem que viver fazendo mais, você corre o risco de morrer tentando, e não alcançar nada. Saia fora disso.
O autor dessa reflexão se chama Gilmour Ramos e achei justo compartilhar com vocês. Mais um ano está acabando. Aproveite pra encerrar e pular pra fora de tudo o que não te faz bem.

A Escolha

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Numa terra em guerra havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: Levava-os a uma sala onde havia um arqueiro do lado de uma imensa porta de ferro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes então:
- Vocês podem escolher entre morrer a flechadas por meus arqueiros ou passarem por aquela porta que será trancada logo após sua passagem.
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servia ao rei se dirigiu ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga soldado.
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.
O soldado então, abre vagarosamente a porta e, na medida em que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente. E, finalmente, ele descobre, surpreso, que a porta se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!!! O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a se arriscar a abrir esta porta. Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a Liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
Comece agora mesmo a vencer todos os medos que te impedem de sonhar e realizar. Pense nisso! 

(Autor desconhecido)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A Crise

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Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
E o negócio prosperava e prosperava...
Seu cachorro quente era o melhor! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai.
- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar!
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: “Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode estar com a razão!”
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e é claro, pior). Começou a comprar salsichas mais barata (que era, também, a pior). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas “providências”, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor faculdade… quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho: “Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise”.
E comentou com os amigos, orgulhoso: “Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise…”
Aprendemos uma grande lição:
Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas.

(Autor desconhecido)

(O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo.)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A corrida

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Por Augusto Cury

“Um dia você foi inscrito para participar do maior concurso do mundo, da maior corrida de todos os tempos. Acredite você estava lá! Eram mais de quarenta milhões de concorrentes. Pense nesse número. Todos tinham potencial para vencer e só um venceria. Será que você era mais um número na multidão ou tinha algo especial?
Analise quais seriam suas chances. Zero, zero, zero, zero, zero, zero, zero, zero, quatro (um numero assim 0,000.000.04). Você nunca foi tão próximo de zero. Suas chances eram quase inexistentes. Tinha tudo para ser mais um derrotado, tinha todos os motivos para ser um(a) grande perdedor(a). Qualquer um acharia loucura participar dessa corrida. Mas você participou e ainda achava que iria vencer.
Talvez fosse melhor desistir e se conformar com a derrota. Mas você era o ser mais teimoso do mundo, sua garra era incrível. Por isso jamais admitiu recuar. A palavra desistir não fazia parte do seu dicionário genético. Por quê? Porque, se perdesse essa corrida, perderia o maior prêmio da História. Sabe qual?
A vida. (Sua vida).”

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A cenoura, o ovo e o café

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Certa vez, um velho sábio recebeu a visita de uma moça que se queixava de como era sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que, assim que um problema estava resolvido, um outro surgia.
Então, o sábio levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou todas em fogo alto. Logo, as panelas começaram a ferver. Em uma delas, colocou cenouras, em outra, ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A moça deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Minutos depois, o sábio apagou o fogo. Pegou as cenouras, os ovos e o café, colocando-os em recipientes separados. Virou-se para a moça e perguntou:
– O que você esta vendo?
– Cenouras, ovos e café. – ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse os ovos e o quebrasse. Ela obedeceu e, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole de café. Ela sorriu ao sentir seu aroma delicioso e então perguntou:
– O que isso significa?
– Cada um desses – a cenoura, o ovo e o café – enfrentou a mesma adversidade, a água fervendo, mas cada um reagiu de maneira diferente. A cenoura, outrora crua e rígida, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos, antes frágeis, mesmo com sua casca protegendo o líquido interior, tornaram-se firmes e mais resistentes. Já o pó do café é incomparável: depois que coloquei na água fervente, ele mudou a própria água.
Após um profundo silêncio, o sábio prosseguiu:
– Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é a cenoura, o ovo ou o pó de café? Você é como uma cenoura parece firme e forte, mas, com a dor e adversidade, murcha e se torna frágil, perdendo sua força? Ou será que você é como o ovo, começando maleável, mas, depois de sofrer alguma pressão da vida, torna-se dura? Sua “casca” até parece a mesma, mas por dentro, você está dura. Será que você é como o pó de café? Você transforma o meio que a aflige, altera o que está trazendo a dor e oferece algo melhor e mais gostoso do que havia antes da adversidade?

(Autor desconhecido)